31.1.13

A tão falada rotina do bebê

Em meio a milhares de críticas que recebi por ter voltado ao trabalho "cedo", ninguém nunca tinha me avisado que a bebê teria de ser adaptada logo à rotina, pois isto só deveria acontecer quando ela fizesse três meses.

Todos os bebês tem de ter uma rotina bem rígida. Todo mundo só repetia isso. E o todo mundo eram todas aquelas mães com conceito de licença-maternidade de seis meses, o que não era o meu perfil.

Resultado: minha bebê entrou logo na rotina. Li vários blogs (comece por aqui, texto excelente do blog Minhas DiKAs) e livros sobre isto e tentei ao máximo fazer um horário bem certinho, quase chegando ao neurótico. 
   
Bem, modéstia à parte, a minha bebê sempre dormiu a noite toda, desde o dia em que ela nasceu. As enfermeiras da maternidade tinham de acordá-la para ela mamar de madrugada. Antes de eu ir ao pediatra pela primera vez, eu acertava o despertador para acordar a bebê de madrugada e dar de mamar.

Que dó da bebê por causa da burrice da sua mãe (eu). Regra de ouro que aprendi: nunca se acorda um bebê durante a noite, assim entendido o período entre a meia noite e as seis da manhã. E depois que eu aprendi esta regra, tudo ficou excelente. A rotina fechou.
A bebê costumava demorar a pegar no sono no começo e ia dormir mais de 11h, sempre perto da meia noite. Quando voltei ao trabalho, ela dormia esta hora e eu tinha de acordar às 5h para ela mamar.

Sim, às 5h eu acordava, me arrumava para o trabalho e ela acordava às 6h, quando em dava de mamar para sair de casa às 7h30min. Foi bem puxado, mas nada comparável a acordar milhares de vezes durante à noite para amamentar.

Em janeiro, descobrimos que temos uma dorminhoca em casa. Eu percebi que tinha de acordá-la às 6h pela manhã durante a semana e que, no fim de semana, ela acordava sozinha às 7h-7h30min. E já começa a chorar de sono às 21h... Oi? 


Posso dizer que demos sorte quanto a este quesito, mas algumas lições são importantes:
1. A chupeta é essencial. O bebê se acalma sozinho e eventualmente dorme. E, lógico, tem menor possibilidade de pegar o dedo, que você não pode "tirar".
2. Até os três meses, o colo/aconchego ajuda. Pode ir lá no YouTube e procurar o video do Happiest Baby on the Block que você vai entender o porquê. A minha bebê não gostou de ficar enrolada, mas o colo ajudou.
3. A rotina da noite é essencial. O bebê tem de saber que aqueles passos indicam que está chegando a hora de dormir. Aqui em casa, ela toma banho, mama e dorme. 
4. À noite, o quarto é escuro. Se ela for dormir de dia, vai ser no claro e com os barulhos naturais da casa. Se não for assim, corre-se o risco de o bebê trocar o dia pela noite e aí a casa cai.
5.  Se o seu bebê, como a minha, quer dormir a noite inteira, pergunte ao seu pediatra se pode. Meu pediatra autorizou porque ela estava ganhando peso normalmente e era um bebê grande. Se não estiver ganhando peso, infelizmente tem de acordar de madrugada.
6. Dias de festa (Natal, Ano Novo, casamentos) são uma tortura. Adote a "mamada dos sonhos", ou seja, dê uma última mamada à meia-noite, uma da manhã. Mas antes, acalme-se e acalme o bebê. Se você tiver opção, evite ir a este tipo de evento enquanto o bebê é pequeno (que era o que eu devia ter feito).

O mais importante de tudo: SIGA O SEU INSTINTO e, na dúvida, pergunte ao pediatra. Não se compare com outras mães: só você conhece o seu bebê.

XO 

28.1.13

Voltando ao trabalho

Resolvi começar este Blog com um assunto polêmico para algumas: a volta ao trabalho depois da licença maternidade. 

Se a própria gravidez, a espera pelo parto e todas as "complicações" que estas situações trazem para as mulheres já causam ansiedade, o retorno ao trabalho gera a ansiedade da separação. Depois de ficar 4 ou 6 meses com o bebê em casa, exclusivamente, como é voltar ao trabalho? 

Vou conseguir deixar o bebê com alguém? Vou colocar na escolinha? Vou morrer de saudade? Ou vou parar de trabalhar e viver nos anos 50?

Eu particularmente acho que a maternidade não é sinônimo de escravidão. Nós, mulheres, continuamos a ser mulheres e mães depois que temos filhos. Eu sempre pensei que eu teria de ser feliz primeiro para fazer minha filha feliz.

E é aí que o negócio complica.

Sou profissional liberal, ou seja, 4-6 meses em casa era sonho e fantasia. Parar de trabalhar nunca foi opção, porque eu sempre soube que eu seria mega-infeliz se virasse dona-de-casa (nada contra quem é e gosta - porque o importante é ser feliz). 

O resultado? Trabalhei até quarta-feira e a bebê nasceu na sexta. Isso, da mesma semana. E era feriado! Burro de carga total...

Passei o mês de novembro em casa, lendo os emails e atendendo ao telefone. Trabalhei remotamente enquanto olhava a bebê e em nenhum momento fiquei sobrecarregada ou me achei escravizada/acorrentada à maternidade. Uma parte de mim dizia e disse que preciso de ambas as coisas para me fazer feliz.

Em dezembro voltei ao trabalho, mas tenho horário flexível e podia chegar para buscá-la às 16h. Buscá-la? Sim, e esta é uma parte importantíssima na hora de voltar ao trabalho "cedo": ter algum parente de confiança e com quem você se relacione bem para deixar seu bebê.

Eu tenho certeza que eu jamais conseguiria trabalhar tranquila se deixasse a bebê com um estranho, ainda mais com apenas 1 mês de idade. Deixando com a minha sogra, fico tranquila.

E se você não tiver parentes com quem pode deixar, vale abusar das vantagens de ser profissional liberal. Contrate uma pessoa e arrume um cantinho no seu local de trabalho para deixar o bebê e a babá. Olha que beleza! Você ainda pode amamentar! 

Posso dizer que sou muito criticada por ter voltado ao trabalho "cedo". Muito mesmo. Mas defendo que maternidade não é escravidão e não gosto menos da minha filha por ter voltado a trabalhar. Gosto mais. Aproveito muito mais os momentos com ela, porque faço o que gosto durante o dia e faço o que amo com ela e com meu marido. 

Felicidade plena.

XO

25.1.13

Reiniciando

Realmente, este blog já foi sobre tudo e mais um pouco. Eu sempre quis voltar a escrever, mas a vida anda e a gente acaba deixando as coisas "menos importantes" para trás. O blog é um hobby e a gente fica naquela "ah, amanhã eu escrevo" e aí se passa uma semana, um mês, um ano, dois...

De hoje não passa. Vamos começar 2013 com blog e histórias novas.

Como está bem escrito aí do lado, este blog foi criado em outubro de 2005 como um canal de desabafo para a minha ansiedade sobre o show do U2, que aconteceria em fevereiro de 2006. Passado este show, o blog lidou com minhas idas e vindas por Azeroth e meu martírio para conseguir o meu tão sonhado Kingslayer. 

Neste meio tempo, o U2 passou de novo por aqui, eu casei, Azeroth foi destruída e eu... engravidei! Beatriz já tem quase 3 meses e os pandas tomaram conta do World of Warcraft.

Quanta coisa mudou. Mas vamos falar de tudo e mais um pouco por aqui. Entre bebês, culinária, jogos, compras, deve sair algo legal, certo?

Vamos ver no que vai dar.

XO