5.6.13

Como preparo a papinha salgada

Na consulta de seis meses, o pediatra recomendou que iniciássemos a Beatriz nos alimentos salgados, porque, até então, ela só estava comendo frutas e tomando suco uma vez ao dia. Eu juro que entrei em pânico! Meu bebê cresceu! Agora eu ia começar a ver o que é limpar fralda suja, rs.
Cada pediatra recomenda que a papinha salgada seja preparada de uma maneira. Uns já introduzem a proteína logo no sexto mês, outros esperam. O pediatra da Beatriz recomendou que começassemos só com vegetais e os separou em três categorias:
- Raízes: inhame, mandioquinha, cará, cenoura ou beterraba;
- Folhas: à vontade, como escarola, alface, espinafre e até rúcula;
- Frutos: chuchu, abóbora ou abobrinha.
Segundo ele, a papinha deve ser composta por um de cada categoria, ou seja, uma raiz, um fruto e uma folha. Os legumes devem ser cozidos e processados, até a forma de purê. Esta seria a hora de congelar. Depois de misturados, retorna-se ao fogo e tempera-se a papinha com sal, azeite e temperos verdes.
Saí da consulta e, assim que cheguei em casa, me debrucei no Google para buscar a melhor forma de cozinhar e armazenar os vegetais, pois eu não conseguiria preparar papinhas frescas todos os dias e nem tenho um arsenal de empregadas para fazê-lo. Também pensei que deveria dar variedade de misturas à bebê, para que ela fosse se acostumando com os sabores, de forma que congelar os vegetais já misturados não seria opção.
Encontrei num livro a sugestão de congelar as papas em formas de gelo e desenformá-las para armazenar em sacos plásticos. E é exatamente isto que vou mostrar hoje: como preservar os vegetais para o preparo das papinhas.
Primeiro: escolha os produtos mais frescos possíveis, e os compre no dia ou no dia anterior ao preparo. Se você ainda não fez amizade com o feirante, esta é a hora. Ou descubra qual o dia em que o sacolão ou mercado recebe os produtos. Os produtos orgânicos são ótimos, lógico, mas muitas vezes difíceis de encontrar em grandes quantidades e "fora de época". 
Segundo: desenterre o processador de alimentos que você ganhou de casamento e sua mãe te convenceu a não trocar. Ele vai ser seu melhor amigo. Lave-o muito bem.
Terceiro: Limpe seu local de trabalho e lave muito bem os utensílios que irá utilizar: formas de gelo, espátula, panelas, facas e tábuas. Se precisar reutilizá-los durante o preparo, vá enxaguando com água filtrada ou fervida.
Agora, mão na massa. Fotografei o passo a passo do armazenamento da mandioquinha. Lave e descasque as mandioquinhas, picando-as em pedaços pequenos (para cozinhar mais rápido). Não precisa ser bonitinho, porque vamos processar tudo depois.

Cozinhe os pedaços em bastante água até que fiquem bem macios (eles podem ser esmagados com os dedos). Usei uma espagueteira, porque fica mais fácil de escorrer a água. Nota: antes que alguém reclame, sim, eu sei que a panela é de TFAL, mas o risco de contaminação é mínimo. A panela ideal é, sim, a de ferro, mas esta é quase impossível de se achar e demanda um espaço enorme para guardar. Evite as de Inox, que escurecem e precisam de uma quantidade absurda de produto para limpar.
Escorra o legume e leve ao processador até que forme um purê beeeeem liso e sem nenhum gruminho.

Aí é só distribuir nas forminhas de gelo, alisando beeeem com a espátula.
Muito importante: antes de levar ao freezer, cubra as forminhas com filme-plástico, que deve grudar no alimento para evitar a formação de gelo.
Depois de mais ou menos seis horas na geladeira, é só desenformar e colocar em saquinhos bem fechados.

Os cubinhos duram até três meses no freezer. Este processo vale para todos os legumes permitidos para a papinha, desde que sejam cozidos e processados (inclusive as folhas).

Na hora da papinha, descongelo dois cubinhos de cada tipo (raiz, folha e fruto) em banho-maria, sempre variando as combinações,  e tempero levemente antes de esfriar e servir. Olha, tá fazendo sucesso!

Espero que tenham gostado!

XO